‘Naquele momento, era como se a Vivescer fosse a minha família’

Professsora Maria Cristina Fachin, embaixadora Vivescer

Para Maria Cristina Fachin, educadora da rede municipal de Pinhal Grande (RS), conhecer a Vivescer foi descobrir uma plataforma pensada especial e exclusivamente para professores. Quem a apresentou a ferramenta a ela foi José Souza dos Santos, professor da rede municipal de Paripiranga (BA), figurinha carimbada quando o assunto é trazer novos integrantes à plataforma.

Ao conhecer o portal e sua proposta de desenvolvimento integral de professores em quatro eixos, Maria Cristina conta que ficou impressionada. “Quando o José, que já era meu amigo de outros projetos, me falou da Vivescer, logo pensei ‘que criatividade e inovação’, porque nunca tinha visto nada do tipo. Nós, enquanto professores, sentimos muita falta desse tipo de apoio, porque a vida docente é bastante difícil, são muitas situações complicadas e desafios que acabam interferindo não só no trabalho, mas na vida pessoal”, explica.

Depois de ter percorrido as jornadas Emoções e Mente, Maria Cristina define a Vivescer como um espaço próprio onde professores podem buscar o apoio do qual precisam e se encontrar enquanto pessoa. “É uma plataforma que vê o professor como pessoa, e não simplesmente como mais um profissional. Eu achei isso o máximo.”

A educadora fala por experiência própria: em 2019, esteve à frente de uma sala de aula de educação infantil, entretanto, não conseguiu se adaptar à vivência e ao trabalho com uma turma de crianças, o que acarretou depressão e síndrome do pânico, comumente associados ao termo inglês “burnout”, usado para classificar o esgotamento profissional.

“Fiz uma publicação dentro da plataforma e diversos colegas comentaram que eu deveria rever alguns pontos da jornada Emoções, que poderiam me ajudar. Nesse momento, essa rede de apoio me ajudou bastante. Eu tinha a impressão, e era verdade, que naquela hora a Vivescer era a minha família. Eu conversava bastante sobre isso com o professor José. Mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, foi bom sentir a segurança de que há alguém que nos entende, sabe pelo o que estamos passando, o que estamos sentindo e pode nos dar dicas e sugestões, como um apoio mesmo.”

Desenvolvimento pessoal e profissional 

Depois de seu lançamento, a Vivescer contou com uma atualização, que fez com que os professores precisassem passar novamente por jornadas vistas anteriormente. Engana-se quem pensa que isso foi um problema. Para Maria Cristina, foi uma oportunidade de reter informações que passaram despercebidas durante a primeira vez que fez a jornada. “É como se o percurso das emoções falasse ‘vamos arrumar primeiro a pessoa’. A jornada é uma ferramenta que ajuda a dar essa atenção ao professor enquanto ser emocional. Acho que se fizesse pela terceira e quarta vez, acabaria descobrindo ainda mais coisas novas”, afirma.

Para a professora, os percursos e jornadas proporcionam situações que incentivam os educadores a fazer uma autoanálise de suas práticas pedagógicas e também de seus comportamentos tanto como profissional, como ser humano. Além disso, o fato de o portal oferecer a possibilidade de troca de experiências com professores de todo o Brasil – como é o caso de José e Maria Cristina, ele da Bahia e ela do Rio Grande do Sul –, é um diferencial.

“Fazendo os percursos, encontramos um amparo nas dificuldades e nos desafios que enfrentamos. Esse convívio melhora nossa autoestima e nos motiva a mudar. Nós trocamos ideias e acabamos trazendo os ensinamentos para nossa realidade.”

Maria Cristina Fachin é pedagoga dos anos iniciais com especialização em gestão escolar, psicopedagogia clínica e institucional. É professora da rede pública de Pinhal Grande, no Rio Grande do Sul, desde 1997. Atualmente trabalha no Departamento de Cultura do município.