Níveis de escuta entre professores e alunos: descubra em qual você está

Estar aberto à mudança e ouvir com empatia são duas posturas favoráveis quando o assunto é o diálogo com os estudantes

Durante a pandemia, observamos a importância de promover momentos de acolhimento nos quais os alunos e professores possam expressar seus sentimentos. Tendências como essas sempre foram necessárias na educação, mostrando às crianças e jovens que suas opiniões e pensamentos estão sendo ouvidos e considerados pela escola. 

Uma das melhores estratégias para estabelecer conexões e promover uma educação de qualidade é priorizar o diálogo e processos de escuta recorrentes, que devem acontecer entre toda a comunidade escolar: entre professores, coordenação e direção, entre pares e, sobretudo, entre educadores e estudantes. 

Diferentes níveis de escuta

O diálogo e a escuta devem ser praticados a partir de métodos e princípios. Quando se trata de escuta, por exemplo, não pode haver julgamentos, indiferença ou críticas ao que o outro diz ou pensa, o que atrapalharia o processo de conexão. 

Segundo Otto Scharmer, professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos), existem quatro níveis de escuta: 

1. Downloading: no qual a pessoa não está aberta a novas informações;

2. Escuta objetiva ou factual: há uma abertura para perceber o que o outro diz, mas apenas no nível de concordância ou discordância;

3. Escuta empática: no qual a pessoa se coloca no lugar do outro com uma conexão emocional);

4. Escuta generativa: o mais difícil de encontrar, no qual a pessoa está aberta a novas possibilidades que surgem a partir do que o outro está dizendo.

Vale ressaltar que todas as pessoas já passaram por mais de um desses níveis, mas ter praticado alguma vez a escuta generativa não significa que isso será uma regra para todas as situações. 

Como avaliar os meus níveis de escuta? 

A Jornada Emoções da Vivescer convida os educadores a se auto-observarem quando o assunto é o nível de escuta, afinal, é importante colocar em prática o que deseja que os alunos aprendam e pratiquem. 

A ideia é que, ao longo de três dias, o educador procure se observar nos diferentes momentos de interação, tanto com seus alunos quanto nas conversas com colegas de trabalho ou com pessoas do seu círculo pessoal, preenchendo quanto tempo é dedicado a cada tipo de escuta. 

Tendo em vista que cada momento demanda um tipo de escuta diferente, a atividade ajudará o professor a observar em quais níveis precisa se desenvolver mais. Quanto mais abertura, mais capacidade de conexão com o outro, maiores são as chances de encontrar respostas inovadoras aos desafios. 

Na prática

Se um educador pratica mais os níveis 1 e 2 de escuta, é importante não desanimar. Para treinar sua prática e chegar aos níveis 3 e 4, um caminho possível é reviver mentalmente situações ou conversas reais do dia a dia, e pensar como poderia ter agido de forma diferente, dando atenção a outros pontos. 

Se isso parece missão impossível, aqui vão alguns passos que você pode seguir: 

  • Lembre do tema da conversa e de sua conduta e nível de escuta na ocasião;
  • Ouça mentalmente os argumentos do outro e crie novos diálogos;
  • Exclua julgamentos;
  • Observe novas informações na fala do outro como tom de voz e expressão corporal;
  • Coloque-se na posição do outro e pergunte-se como agiria se você fosse essa outra pessoa; 
  • A partir dessa maior abertura e empatia, pergunte-se se surgem novas percepções e caminhos de ação!

Conexão e abertura

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  1. Ótima Formação! Eu gosto muito das informações e orientações de vcs! A Vivescer está de parabéns 🎊!!